quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Momentos

É dia e estou só.
O sol brilha, cigarras cantam e morrem.
Crianças brincam, tornam-se adultas envelhecem e morrem assim como as cigarras.

Anoitece.
Fim de semana.
A musica toca e estou só.
Bebidas, cigarros e multidão.
Luzes coloridas, caras maquiadas, roupas esquisitas.
Bocas estranhas se encontram, mãos se tocam.
Acaba o teatro e todos voltam para curtir a ressacar.
Todos sós.

É segunda-feira: recomeça a jornada.
Lá vão as pessoas de roupa e cara lavadas.
Todos seguindo como touros pro matadouro com suas vidas desvairadas.
E eu continuo só a ruminar minha breve existência.


II
Queria que a noite durasse para sempre com suas luzes bruxuleantes
Bailando e girando com os bêbados e a cidade que dorme de dia.
Sem o olhar incandescente do sol
Sem a aspereza da realidade.



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